PRIMEIRA PERÍCIA

1.

 

O primeiro laudo feito no dia do “acidente” feito pela pericia da Barra da Tijuca, não encontrou nenhuma marca de tiro no carro, e teria concluído que Patrícia teria sido vitima de um acidente de trânsito, talvez o único caso do mundo em que um acidente de trânsito, envolvendo veículo em alta velocidade, não tivesse motorista.
2.

O segundo laudo contradiz o primeiro onde foi concluído que Patricia teria sido vitima de um acidente de trânsito.
 
Os Peritos Marcos Luiz Gonçalves e Lin Tsun Yaei confirmaram que os tiros que atingiram o carro da Engenheira Patrícia Franco foram disparados por pistolas de calibres 380 ou ponto 40, que usam projéteis do tipo 9 milímetros ou inferior. A análise, feita nas perfurações da lataria do veículo, foi concluída com apoio dos técnicos do Centro Tecnológico do Exército (Ctex).
 
Os mesmos Peritos realizaram o exame em viaturas da PMERJ, utilizando o LUMINOL, e foi constatado que as viaturas examinadas haviam tido os seus interiores previamente lavados com alvejante tipo água sanitários.

3.

Curiosamente, dois dias após a entrega do laudo Marcos e Liu que já foram diretores do ICCE foram transferidos para Petrópolis e Caxias respectivamente e afastado do caso.

4.




As exames de DNA das manchas de sangue encontrados nos carros dos policias realizadas pelo Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICEE), deram negativo, devido a falta de material especifico como por exemplo o Luminol ,este material foi oferecido para ajudar na análise, mas a ajuda não foi aceita pela Direção do ICEE , alegando que tinha este material , mas, muito estranhamente, o laudo confirmou que não foi utilizado este produto (Luminol).
 
mais estranhamente ainda é o fato de dois Peritos Marcos e Liu, citados anteriormente, terem realizado o exame em viaturas da PMERJ, quando estas ainda se encontravam no pátio da delegacia, utilizando o LUMINOL, de fabricação e patente de um professor da UFRJ, e terem constatado que as viaturas examinadas haviam tido os seus interiores previamente lavados com alvejante tipo água sanitária.

5.

 

 

 

LAUDO E EXAME DE BALÍSTICA:
O Laudo de Exame de Confronto Balístico feito com oito pedaços de projéteis foi inconclusivo, isso quer dizer: “não é possível determinar se os projéteis fragmentados foram ou não expelidos pelos canos das armas patrimoniais ou particulares dos policiais militares” ou seja estão em cima do muro. Isso tudo devido a falta de equipamentos e/ou material específico, e vontade política para resolver este caso, já que vários policiais estão envolvidos na cena do suposto crime, essas são as barreiras para se chegar num laudo conclusivo, por isso nossa luta por uma perícia neutra que não seja influenciada por motivos políticos.
6.





Recentemente, os peritos que elaboraram os laudos de DNA e Balística, foram chamados para ajudar no esclarecimento do caso, especialmente em relação aos resultados apresentados nos laudos periciais.
Contudo, até o momento, os mesmos não compareceram à delegacia responsável pelo caso, tendo como consequência, o atraso do desenrolar do inquérito. O que causa estranheza pois, os peritos como agentes da lei,deveriam ser os primeiros interessados em ajudar a solucionar o caso.

7.

 

Tudo que poderia ter sido feito para atrapalhar foi feito.
Os laudos dos exames de balística elaborados pelo ICCE não chegavam na Delegacia, porque colocaram no correio mesmo sabendo que estava em greve.
  Veja essa matéria: http://www.comunidadesegura.org/pt-br/node/40686
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